quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ensaio sobre a vida: I

Auto Exploração.

Com sentido ou não, todos somos donos de uma vida, damos a ela o rumo que nos melhor agrada, atendendo a suas possibilidades, obviamente. Entretanto, até os mais velhos de nós, ainda vivos, são novos perante a historia de nossa espécie, digo isso, pois até que ponto nos perguntamos os motivos de nossas atividades em sociedade, até que ponto você conhece seus desejos. Já era de se imaginar que você saberia que muito do que você se habituou a fazer hoje em dia, não foi escolhido diretamente por você. Deixe me desenvolver a ideia.

O sentido da vida que conhecemos hoje em dia, por assim dizer, foi implantado no seu ambiente por alguém no passado, que é alheio a sua vida hoje no presente. Quando digo sentido da vida, ignore a ideia mística de criação, creio que o sentido da vida para todas as culturas seja a felicidade, a busca por prazer, que é uma característica inata de todos os seres-vivos. Diferentemente dos animais, criamos várias fontes que nos provem felicidade, somos seres subjetivos e diferentes. Sendo proles de tanta diversidade e indivíduos únicos, é digno dizer então que cada um de nós carrega consigo um significado diferente da vida, um sonho adormecido que às vezes esperamos anos para ser realizado e acaba nunca sendo despertado.

Atingimos um ponto na nossa evolução em conjunto em que somos obrigados a viver muito próximo de nossos semelhantes, e devido a alguns valores morais antiquados ficamos presos na vontade de outras pessoas que nos subjugam, reprimindo nossos desejos. Muitos de vocês podem se considerar totalmente felizes, financeiramente e amorosamente, o intuito aqui não é discordar de quem é feliz ou porque, é mostrar o outro lado da moeda, a contra cultura e combater a rotulação, massificação, afinal conhecimento nunca é o bastante.

O planeta Terra é vasto, parte dele já é muito desgastado, mas em gigantesca vastidão existem diversos de pequenos detalhes que valem a pena serem observados e aproveitados, pequenas coisas, pessoas, sorrisos, paisagens e estilos musicais, que são totalmente desconhecidos pela grande maioria de nós, convido todos a dar as costas para o obvio e pra tudo aquilo que lhe é oferecido e forçado a consumir, valorizar mais o próximo e menos a carteira, para pesquisar e conhecer novos limiares de vida, e quem sabe sejamos mais felizes do que somos hoje, amanha.

4 comentários:

  1. Para mim, a mediocridade tem uma forte ligação com o que você transcreu aqui, "a padronização da vivência". A eterna busca por algo que nem se sabe se realmente o que se procura. Procurar só por procurar... viver só porque está vivo... Provavelmente nossas vidas não tiveram um objetivo inicial... mas a graça, pelo menos para mim, está em eu própria escolher qual o sentido!

    Já a maioria dos seres preferem que outros escolham pra eles...

    Resumindo.. [hehe..] Adorei a post.. o título do blog... esperando por outras...

    beijos Lucas ^^

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  2. Gostei muito do seu texto Luke, tá realmente muito bem escrito.

    Próxima vez que nos encontrarmos vamos discutir filosofia... :D

    Alias, me mostra o poema do Morrison.

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  3. Parabens Lucas, você escreve muito bem!
    Concordo com tudo que voce disse, especialmente com a idéia de ser contra a criação de um padrao a ser seguido, que é imposto a nós de o nascimento sem perguntar se concordamos com aquilo ou queremos aquilo, é ridiculo o julgamento que o individuo que não segue esses padroes é submetido!

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  4. Gostei Lucas da sua investida na escrita -reflexiva. Obrigada por me fazer pensar sobre algo que pensava ja ter pensado.

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